Quando os robôs dominarem o mundo, não esqueçam que somos humanos.

1

“A única constante é a mudança. Atualize-se.” É essa uma das frases que descreve o maior evento de marketing digital e vendas da América Latina, o RD Summit. A edição 2018 aconteceu há alguns dias, aqui em Floripa.

Em tempos de transformação digital, nossa necessidade de adaptação constantemente conflita com a dificuldade que temos em lidar com a mudança. No entanto, não há opção. Sim, as coisas sempre estiveram mudando, porém agora, há uma transformação digital inevitável, acontecendo de forma acelerada e irreversível.

No RD deste ano participei dos três dias de evento e, em meio à enxurrada de bom conteúdo, anotei e transcrevo aqui, algumas frases de palestrantes que, juntas, me chamaram a atenção:

Somos preguiçosos, impacientes e gostamos de escolhas simples.” Tim Ash.

As pessoas não temem apenas transformações para pior. Temem transformações e ponto.” do livro Cabeça de Porco, da palestra do Diogo Castro.

“A cultura é o sistema imunológico das organizações.” Diogo Castro.

“Crie um ambiente de crescimento rápido. Avise as pessoas que crescer rápido dói. Crescer de forma exponencial envolve dor, desconforto e frustração.” Monica Hauck.

“A gente vende serviço e serviço é gente. Se as pessoas não crescem na proporção da sua meta, você não alcança a meta.” Monica Hauck.

“Contar histórias que despertam emoções é o segredo de um marketing de resultados.” Vitor Peçanha.

“Não é trabalhar duro, é trabalhar de forma inteligente.” Jacco Vanderkooij.

“Para atingir um objetivo você tem que caminhar e caminhar é um passo depois do outro.” Glória Maria.

“Sucesso inspira, fracasso ensina.” Flávio Steffens.

Durante o evento ouvi muito sobre inteligência artificial, análise de dados, vendas e pessoas. Principalmente, pessoas. E é isso que essas frases têm em comum.

Martha Gabriel abriu o evento falando sobre Inteligência Artificial. Dela veio o seguinte recado: “Tudo o que puder ser digitalizado e automatizado será. Para nos mantermos relevantes nesse cenário, precisamos fazer aquilo em que somos melhores que as máquinas.”

E qual o nosso diferencial? De acordo com a própria Martha Gabriel: empatia, ética e emoção.

Ou seja, diante da evolução da tecnologia, não devemos esquecer que somos humanos.

Com exceção das duas últimas, em todas as citações destaquei termos específicos que abordam o ponto de vista humano. Isto é, ainda que nesse cenário de transformação digital, todas elas, de alguma forma, tratam das pessoas no ecossistema das organizações. Como trabalhamos, como compramos, como nos desenvolvemos, nosso comportamento no ambiente do trabalho, nossas emoções, decisões e as consequências delas. Sejamos trabalhadores ou consumidores. Não importa o lado. E a maioria de nós está nos dois.

Minha colega, amiga e parceira de eventos de tecnologia since mil novecentos e bolinha, Fernanda Fabian, também teve uma percepção parecida: de que nossa busca por cada vez mais nos tornarmos especialistas em programar e operar as máquinas, está nos distanciando de como lidar com emoções e até mesmo do diálogo e do desafio da convivência.

Não tenho a pretensão de me alongar em um texto sobre o futuro humanos X máquinas que viveremos em breve, mas sim deixar aqui, algo que podemos considerar, ponderar e refletir. Para nos adaptarmos às mudanças tecnológicas cada vez mais presentes, precisamos prestar atenção tanto no que nos torna humanos, quanto nos humanos a nossa volta.


Esse post foi originalmente publicado no meu Linkedin.